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17 de janeiro de 2015

2014

Viajar, viajar, viajar. 
Foi este o lema de 2014. Só posso esperar, ansiosa, pela versão II deste lema. 
Recordando o ano que passou fico tão feliz quando penso naquele som de piano que fazia eco pelas ruas de Barcelona; o pôr-de-sol em Marselha; a tranquilidade do nosso Trás-os-Montes; A simplicidade da natureza e as suas mais belas paisagens de Kranjska Gora (Eslovénia), Obersee (Alemanha) e Pragser Wildsee (Itália); O nosso tejo, com tantos passeios à sua beira depois de um dia de trabalho; A semana onde tudo parecia acontecer desde apanhar o festival de Cannes, a volta a Itália e as preparações para a F1 no Mónaco. Aquele lindo casamento que reuniu tantos amigos de tantos lados do mundo numa pequena península no grande lago Balaton na Hungria; As aventuras por Bruxelas; A descoberta de Dublin; O frio e neve da Suíça em pleno Julho; Planear cada fim-de-semana, cada próxima viagem! Planear a felicidade. 

Assim foi 2014. Pleno. 

Janeiro 
Nacional - Visita ao Buddha Garden; Lagoa de Óbidos; Passeios pela mouraria e Belém.
Internacional - passagem por Villafranca de los Barros, Zafra, Jerez de los Caballeros e Barcelona

Fevereiro 
Nacional - Passeio por Alcochete (que eu tanto gosto); Cabo Espichel; De Telheiras à Baixa a pé; São Pedro de Moel

Março
Nacional - Ecopista de Montemor; Ecopista de Porto de Mós; Ericeira
Internacional - Luxemburgo e região francesa de Lorraine

Abril
Nacional - Alcochete; Visita ao Aqueduto das Águas-livres; Visita ao topo do arco da Rua Augusta; Belém; Ecopista de Arraiolos
Internacional - Madrid

Maio
Nacional - Passeio pelo jardim do torel em Lisboa; Visita ao Palácio do Marquês da Fronteira; Passeio a Curia e Buçaco
Internacional - Road trip pela Europa - Andorra, Zaragoza, Béziers (FR); Carcassone (FR); Marselha (FR), Montpellier (FR); Quillan (FR); Côte d'Azur (FR); Génova (IT); Portofino (IT); Vernazza (IT - Cinque terre); Moneglia (IT); Parma (IT); Riomaggiore (IT - Cinque Terre); Verona (IT); Lago Bled (SLO); Kranjska Gora (SLO); Udine (IT); Jerenzko (SLO); Kranj (SLO); Ljubljana (SLO); Skofja Loka (SLO); Maribor (SLO); Tíhany (HUN); Varazdin (CRO); Zagreb (CRO); Karlovac (CRO); Plitvice Jezera (CRO); Izola (SLO); Piran (SLO); Porec (CRO); Predjama (SLO); Pula (CRO); Rovinj (CRO); Bergamo (IT); Lago di Como (IT); Padova (IT); Varese (IT); Avignon (FR); Briançon (FR); George de la Meouge (FR); Turim (IT); Albi (FR); Millau (FR); Nîmes (FR); Biarritz (FR); Burgos (ES); San Sebastian (ES)

Junho
Nacional - Berlengas e Lisboa

Julho
Internacional - Berchtesgaden (DE); Brienz (AUS); Bruneck (IT); Edelweiss spitze (AUS); Galtür (AUS); Gmünden (AUS); Grimselpass (CH); Grindellwald (CH); Grossglockner (AUS); Kehlstein haus (DE); Königssee e Obersee (DE); Lago di Braies (ou Pragswer Wildsee) (IT); Lienz (AUS); Salzburg (AUS); Sustenpass (CH); Traunkirchen (AUS); Vaduz (LIE); Zell am See (AUS)

Agosto
Nacional - Cabo Espichel, Lisboa, Sesimbra

Setembro
Nacional - Passeio pelos miradouros de Lisboa

Outubro
Nacional - Caramulo, Ecopista do Dão, Pateira de Fermentelos, Soure, Tondela

Novembro
Nacional - Portimão

Dezembro
Nacional - Palácio da Ajuda, Parque dos Moinhos de Sant'Ana, Sesimbra e Terreiro do Paço. Passagem de ano no Douro Internacional - Miranda do Douro. 
Internacional - Antuérpia, Bruxelas, Dublin.

Um registo da felicidade que se vai compondo, pouquinho a pouquinho. 




Dublin (2 de 2)

(Para lerem sobre Dublin dia 1 - Link)

No segundo dia de visita a Dublin, o traçado no mapa passava por conhecer um pouco mais do estilo arquitetónico da cidade. Aproveitar para conhecer as suas portas tão típicas de estilo georgiano, um estilo muito presente nos países anglo-saxónicos de princípios do século XVII. Ganhou o nome georgiano pelo reinado sucessivo de 4 Jorges: Jorge I, Jorge II, Jorge III e Jorge IV do Reino Unido. Passava ainda por conhecer as principais ruas comerciais da cidade e pela universidade mais antiga da Irlanda - Trinity College (onde está a old library). 

Este foi o trajecto:




























1. Grafton Street - uma das principais ruas comerciais da cidade







2. St Stephen's Green - o, também ele, principal parque da cidade




3. Merrion Square - outro jardim público de Dublin, rodeado pelas tão conhecidas portas georgianas


portas de estilo georgiano


Parque de Merrion Square










4. Edifícios presidenciais - government buildings


5. Trinity College - a universidade mais antiga da irlanda, onde podemos visitar a old library, a sua long room (corredores repletos de livros e manuscritos antigos) e o book of kells, um livro que se acredita ter sido ilustrado por monges celtas por volta de 800 AD. É por isso considerado um dos vestígios religiosos mais importantes na Irlanda. É proibido fotografar, só na long room - onde está a old library - é que é permitido. Ao longo da exposição do book of kells somos acompanhados por explicações de como surgiu o papel, o livro e outro tipo de técnicas relacionadas com a beleza das origens do mundo editorial.  O preço de entrada é de 10eur / adulto.

Se ficarem curiosos, o Trinity College deu a possibilidade de vermos este livro online no link: http://digitalcollections.tcd.ie/home/index.php?DRIS_ID=MS58_003v



A entrada para a Biblioteca







Trinity College























6. Spire - É considerada a escultura mais alta do mundo. Quando a vimos perguntávamo-nos o que seria aquilo. Se seria algum tipo de antena, etc, mas pelos vistos funciona só mesmo como uma escultura.




Para visitar os principais pontos turísticos de Dublin diria que 2 dias são suficientes. Com o horário do vôo que escolhemos acabámos por ter apenas 36 horas. Ficou-nos a faltar visitar o grand canal (entre outras tantas coisas) mas como Dublin é certamente uma cidade a revisitar, o que ficou por ver ficará para uma próxima oportunidade. 

11 de janeiro de 2015

Museu da Água: Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, Lisboa

O Museu da Água de Lisboa está dividido em vários polos:

Aqueduto das Águas Livres; Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, Reservatório da Patriarcal e Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos.

Este fim-de-semana visitámos o Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras (pela primeira vez!). É realmente incrível: vivemos nesta cidade e só agora visitamos este ponto turístico.

Assim que entramos somos logo surpreendidos pela sala da cisterna, com 7m de profundidade e uma cascata em frente. Uma exposição de azulejos (do museu do azulejo) acompanhava-nos durante a visita ao reservatório.

a sala da cisterna

A luz que entrava das janelas naquele dia era magnífica. As sombras eram tão fotogénicas que nos pediam várias fotografias:
















Depois de explorar bem a sala da cisterna e a sua luz, subimos então uma escadaria que dá acesso a um terraço panorâmico sobre Lisboa.

a escadaria de acesso ao terraço panorâmico






Desta visita ficou por ver a Casa do Registo que se encontra fechada por razões de segurança.

Informações úteis:
3.ª feira a sábado aberto das 10h00 - 17h30, encerrado aos domingos, segundas e feriados. Telefone: 21 325 16 44.
A entrada custa 5eur, mas existem os habituais descontos.

21 de dezembro de 2014

Bruxelas: diário de uma peripécia

Uma viagem excelente para ir numa sexta-feira à noite depois do trabalho e aproveitando o fim-de-semana é Bruxelas. Podem apanhar um voo da vueling que parte de Lisboa sexta às 20h e chega a Bruxelas já perto da meia-noite. Foi o que fiz. E efetivamente foi um fim-de-semana inesquecível desde o primeiro momento. Também há voos diretos pela Ryanair e TAP. Esta viagem foi feito em modo solo female traveller. Estava por minha conta, a viajar sozinha.

Enquanto esperava pelo vôo de sexta-feira íamos sendo avisados que o mesmo estava atrasado cerca de 1 hora. Sabia que em Bruxelas o último comboio para a cidade era às 00h20, por isso comboio já não podia apanhar. Telefonei para o hotel a dizer que ia chegar mais tarde e lá continuei eu à espera do avião. Finalmente lá chegou e a estimativa de chegada era 01h15 da manhã. Quando chegámos a Bruxelas, o aeroporto estava vazio, escuro e  havia uma tendência geral, que já havia notado, de fazerem os turistas percorrer km pelo meio do aeroporto, escadas rolantes, subir para o piso 1, para voltar a descer mais à frente por outra escada rolante, passar por corredores gigantes com publicidade gigante, pelo meio de lojas, muitas lojas, fazer todo um trajeto onde dizemos para dentro de nós "pois, realmente, este aeroporto é bastante moderno e enorme", para chegarmos por fim à saída, que estava "já ali".

Aquela hora e tendo em conta que não havia transporte, restava-me ir de táxi. Já não havia comboio, o próximo seria só às 4 da manhã, nem autocarro, por isso peguei nas minhas coisas e lá fui eu. O taxista era muito simpático. Perguntou-me de onde eu era e ia-me avisando de locais com interesse turístico à medida que entrávamos em bruxelas. Chegámos ao hotel e ele lá me disse quanto tinha de pagar. A comparação mais imediata que me vinha à cabeça era da viagem a Dublin no fim-de-semana anterior, que tinha pago 25eur por cerca de 13 km. O aeroporto de Bruxelas distava o mesmo, por isso não estava à espera de grandes alterações de preço. Mas já devia eu saber que somos todos diferentes e que tudo neste mundo funciona de forma diferente. 55eur. Nem quis acreditar. Dentro de um envelope tinha 50eur, que me seriam suficientes para o estilo de vida que faço quando viajo e disse-lhe que aquilo era tudo o que tinha, que eu podia ir a uma caixa multibanco levantar mais, mas ele tranquilizou-me e disse que não havia problema. E lá fui eu, agradecendo muito ao senhor e pedindo muita desculpa pelo sucedido.

E saí daquele táxi. E mal saí de lá pensei na beleza daquela praça onde estava o hotel. Não me podia ter calhado melhor. Num espírito natalício, aquela praça estava muito bem iluminada e o frio era uma espécie de problema à parte (até porque adoro frio). Fiquei no Hotel la Madeleine, na Rue de la Montagne a uns 200 metros da Grand Place, a praça mais conhecida de Bruxelas - e que algumas pessoas costumam dizer que é a única coisa que Bruxelas tem de interessante para ver.

Entro, começo a tirar o meu BI e dirijo-me à recepção. Digo que tinha telefonado ainda em Lisboa a avisar do atraso do meu voo e entrego o meu BI. Do lado de lá, a voz do receptionista só me dizia que não tinha a minha reserva. Não fiquei minimamente preocupada, estava bastante tranquila, mas começava a pensar que o fim-de-semana mal tinha começado e as peripécias não paravam de acontecer. Voo atrasado, a conta do táxi e agora o hotel. Restava-me esperar, dar-lhe a referência da minha reserva e ir questionando se estava tudo bem e se já tinha encontrado a minha reserva. Ele não me respondia. Ficava a teclar no computador sem olhar para mim e sem me responder. Nesse momento eu perguntava-me se a culpa era minha, se era eu que estava a falar baixo, ou se simplesmente ele não respondia mesmo de todo. Passado uns 20 minutos lá me disse: tinham feito o check-in por mim e por isso é que não aparecia em sistema. Eram 2 da manhã, queria era descansar.

Fui para o quarto escrever estas minhas peripécias, pensando que ainda agora tinha chegado, era sexta-feira, faltava-me o sábado e o domingo e já me tinha acontecido tanta coisa. Que mais me podia acontecer? E assim começava a pensar na beleza de viajar. O que nos acontece sai tanto do ritmo do nosso dia-a-dia, põe-nos à prova, vivemos tantas experiências diferentes, que o acto de viajar só pode ser belo. Para o bem e para o mal. Desde o início considerei tudo como mais uma vivência por isso, logo no sábado já começava a ficar entusiasmada "será que hoje vou ter mais histórias para contar?".

17 de dezembro de 2014

Dublin (1 de 2)

Os feriados calham sempre bem para fazer fins-de-semana prolongados. Assim foi com Dublin. Aproveitando o voo direto da Ryanair de Lisboa a Dublin, lá fomos nós descobrir a capital da Irlanda. 
Apesar de ao início acharmos que os horários dos voos não seriam os mais adequados, no final conseguimos marcar presença nos principais pontos turísticos da cidade em apenas 36 horas!

A chegada a Dublin
À saída do aeroporto, terminal 1 - para onde voam a maior parte dos voos europeus - existem bastantes pontos de informação sobre como chegar ao centro da cidade. Apanhámos um autocarro da airlink que, por sorte, parava mesmo perto do hotel onde ficaríamos hospedados. Contas feitas, o bilhete de ida custou-nos 6eur/adulto. A viagem demora cerca de 45 minutos, mas também demora mais porque já dentro da cidade o autocarro quase que faz uma sightseeing tour a Dublin. Mais informações de horários aqui. Se escolherem ir de táxi, o preço ronda os 25eur e demora cerca de 15/20 minutos.


Conhecer Dublin: dia 1
O plano para este dia passava por visitar um pouco do legado viking e medieval da cidade de Dublin. Já agora, isto não vem a propósito mas Dublin em irlandês diz-se: Baile Átha Cliath. Assim, traçámos no mapa estes pontos turísticos:

1. Hostel Generator e Antiga destilaria Jameson; 2. Brazen Head; 3. Igreja de St. Audoen; 4. Dvblinia; 5. Christ Church Cathedral; 6. Catedral de St. Patrick; 7. Chester Beatty Library; 8. Castelo de Dublin
































1 Hostel Generator e Antiga Destilaria Jameson
Ficámos hospedados em Smithfield, no Generator Hostel. Já em Copenhaga tínhamos ficado alojados nesta cadeia de hostels e como a experiência foi boa até calhou bem o generator ter aparecido como hipótese no bookings. 






A localização do hotel é perfeita para uma visita a Dublin. Está numa zona bastante calma - Smithfield - e nada longe do centro. Fica inserido num bairro bastante moderno e ficámos roídos de inveja com quem ali vive porque os edifícios são mesmo muito bonitos.

Paredes meias com o hostel fica a antiga destilaria da Jameson. Não chegámos a visitar - a entrada custava cerca de 15euros - razão suficiente para termos perdido curiosidade em visitá-la.


2. Brazen Head 
Data do séc. XII apesar do edifício atual ser de 1668. É o pub mais antigo da cidade de Dublin!




3. Igreja de St. Audoen



4. Dvblinia 
Não chegámos a entrar. Cada bilhete custa cerca de 8.50eur mas deve ser um museu muito interessante, com exposições sobre os vikings e dublin na idade média. Ver sítio: http://www.dublinia.ie/exhibitions/

5. Christ Church Cathedral 
Das igrejas mais bonitas que já vi!



6. Catedral de St Patrick
A catedral mais importante de Dublin, não fosse ela chamar-se "São Patrício".






7. Chester Beatty Library





8. Castelo de Dublin
Ponto final do percurso traçado para o dia 1. O bilhete de entrada custa 4.50eur e está incluída uma visita guiada durante cerca de 45 minutos, que eu aconselho! Na última parte da visita podemos ver algumas fundações vikings descobertas durante excavações feitas há não muito tempo, em 1986. Em termos arquitectónicos sei que parece bem mais um palácio que castelo (;



Quando saímos da visita guiada já era de noite, mas antes de regressar ao hotel passámos ainda no Temple Bar, a zona de pubs e bares por excelência. Guiness, Whiskey e Jameson por todo o lado. Depois de um breve descanso, regressámos a esta zona da cidade para dar o dia por terminado (com sucesso!). 

































As casas estavam todas já bem decoradas para o Natal e a animação que pairava na cidade era contagiante. A música soava como pano de fundo por onde quer que caminhássemos. Em todos os bares se publicitava que havia música em direto. Não se viam apenas jovens a divertirem-se. A cidade estava aberta para todos. 

Para ter em conta: se forem a algum supermercado não paguem com cartão porque vos será cobrado uma taxa complementar. Dentro dos supermercados há máquinas multibanco onde podem fazer o levantamento prévio de dinheiro e assim sempre conseguem poupar um pouco mais.

Seguimos viagem num próximo post!

30 de novembro de 2014

Béjar

Na viagem de fim-de-semana a Ávila, um dos outros pontos turísticos que visitámos no regresso a Lisboa foi Béjar. Sem termos pesquisado sobre esta localidade, decidimos parar para a conhecer. Descobrimos uma cidade com bastante interesse histórico com uma comunidade de origem judaica. Se pensarmos, encontramos a escassos km dali Belmonte, igualmente com essa origem.

Pela cidade ia notando nos cartazes a anunciar concertos de música sefardi e eu gostava daquilo porque havia um desejo de manter essa cultura, torná-la visível e fazer de Béjar e de terras próximas a ela, um ponto de referência turístico no tema do judaísmo.

Onde fica Béjar?



Béjar diz-nos olá em tons outonais:



Prestes a chegar a Béjar notamos na sua forma peculiar. Parece uma língua no meio da montanha






Museo Mateo Hernandéz
 

 

O que mais confusão me faz nestas praças principais é estarem abertas ao trânsito. Se esta praça fosse pedonal ganharia muito mais beleza











































O museu judaico


















































































Béjar, a cidade amuralhada